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6 de setembro de 2013

ESTOQUE DE FRALDA (MINHA VISÃO HOJE)


Quem me acompanha há um tempo no blog, sabe que eu fiz estoque de fraldas.

Com uma família de coelhos, eu não imaginava que demoraria tanto para engravidar.

Sempre tivemos  saúde perfeita, e com o hábito de querer sempre estar no controle da situação, achamos melhor (financeiramente) fazer um pequeno estoque de fraldas.

Pesquisei muito sobre o assunto e todos os relatos que eu li foram 100% positivos. 
"ah, economizei muito dinheiro!", "não comprei uma só fralda depois que ele nasceu!", "meu único gasto até agora foi com roupa, pois fralda nós já tínhamos!".
Diante destas experiências, decidimos então comprar fraldas.  Pesquisamos marcas, tamanhos, e até achamos uma calculadora na internet que dizia o tanto de fralda se gastava em 1 mês.

Não tinha me arrependido desde então, até se aproximar a validade das fraldas.
Algumas vencem daqui há 9 meses, outras no início o de 2015.

E eu me lembro de que quando comprei, pensava "Nem vou me preocupar com a validade. Ainda falta tanto para chegar!".

E chegou. O tempo de vencer já chegou e todas elas estão lacradas e fechadas, sem ninguém para usar.

Quando eu comprei, muita gente veio me dizer que eu ficaria mais ansiosa (adjetivo clichê) por comprar e não engravidar logo.

Comigo não aconteceu, elas estavam dentro de caixas de papelão e guardadas em um lugar que eu quase não via. Passei muito tempo sem nem lembrar delas.

Eu não perdi dinheiro, coloquei a venda e já apareceram interessados. Mas o baque psicológico foi maior.

Se eu me arrependi? SIM.

É horrível admitir pois odeio dar o braço a torcer. Não imaginava que demoraria tanto para engravidar e que eu me veria numa situação dessas.

Sei que pessoas chatas (as mesmas que citei no post anterior) vão dizer "ah, eu sabia!", mas quer saber, foi bom!

Serviu de experiência, serviu de relato para outras pessoas (porque se tivessem relatos negativos na internet, talvez eu não teria comprado!), e serviu de tapa na cara, porque eu aprendi que não estamos no controle de NADA!

Tentei controlar meu bolso comprando o estoque agora, e olha só, não serviu de nada.
Talvez eu venda hoje e engravide mês que vem, e aí?

Então, a minha visão sobre estoque de fraldas hoje é: não faça, a não ser que você seja um coelho.

PS: vocês sabem que eu também tenho o carrinho. E eu não me arrependo. Comprei numa mega promoção (com uma diferença de quase R$200) e não tem prazo de validade. 

18 de maio de 2013

10 DIAS DE ILUSÃO



Mês de abril passou e eu fiz 19 anos. Chegou o mês de maio, onde se comemora o dia das mães, o meu aniversário de casamento, e comemoramos também a compra do nosso carro novo.

Estava tudo perfeito para a chegada de um bebê.
Expectativa a mil. Será que atrasa? Será que dessa vez vai?

3 dias antes do atraso... faz um teste de farmácia. Fez? E aí? NEGATIVO!
Ah, mas nem atrasou ainda, vai que está cedo.

Dia 26/04, dia da menstruação chegar. Chegou? Não? Faz outro teste.
Fez? E aí? NEGATIVO.
Ah, mas vai que está cedo ainda! Espera 1 semana.

Esperanças lá no alto. Vontade de contar para alguém. Conta pra mãe (que sempre te desanima e diz que você não está grávida). SURPRESA! Ela fica feliz e também acha que você está!

COMEMORA! COMEMORA!

Sintomas? Pressão baixa, peitos inchados (enormes!) e doloridos, fisgadas no pé da barriga. Enjoos, não-frequentes, mas estavam lá.

Dias de atraso? 8!

Sábado fazer exame de sangue!!

Enquanto isso... as auréolas dos meus seios ficaram mais escuras. Há algo diferente no bico dos meus seios.
Fui acometida por uma tontura imensa! De quase cair no chão. Relacionei a tontura a pressão baixa que eu estava tendo.

ESPERANÇA! EXPECTATIVA! CERTEZA!

A certeza tinha invadido nossos corações. Já eram 9 dias de atraso. 9 dias de atraso para uma menstruação que sempre foi muito regulada.

Meu esposo estava num cuidado exagerado extremo comigo. Eu não podia correr, não podia fazer esforço, não podia nem rir histericamente  (o que faço com frequência).

Sábado chegou, e com ele os 10 dias de atraso. Fiz outro teste farmácia. E aí? NEGATIVO!
Pensei: "nossa! Não dá pra se confiar nestes testes baratos! Só o de sangue é confiável!"

O laboratório fecharia as 12hs. Ainda estávamos sem carro, então, iríamos de ônibus.

Perdemos a hora. Saímos de casa 10hs e pouco,  pegamos o ônibus uns 20min depois.

Chegamos lá 11hs e descobrimos que (ridiculamente) não se fazia mais exame de gravidez sem pedido médico. Mesmo sendo particular.

Vamos nós para a fila do Clínico Geral. Dr. Arthur, um amor de médico.
Descemos a escada e... FILA IMENSA!

Esperamos, esperamos, fomos atendidos, e... LABORATÓRIO FECHOU.

Pensei: "ah, vai que é um aviso de Deus. E se for cedo pra se fazer exame? Tem gente que faz só depois de uns 15 dias de atraso. Semana que vem eu faço outro exame."

Cheguei em casa, passei meu dia bem... e de noite, ao me enxugar após o banho, eu vejo um sujinho na toalha.
Não parecia sangue, era amarelado. Parecia nidação.

Pensei na hora: "caramba! Por isso tem dado negativo! O positivo só vem depois da nidação!".

Acordei no outro dia. Fui no banheiro, fiz xixi e... sangue. Sangue vivo.

Vontade de chorar. "Calma, Débora" - eu pensei - "pode ser só sangramento de escape".

Tomei café da manhã e depois fui ao banheiro dar uma conferida.
SANGUE. MUITO SANGUE.

Havia MUITO sangue. Senti uma vontade imensa de chorar. Mas não consegui.

Fiquei calada o dia inteiro. Até que a noite, meu marido pergunta. Contei. Vi a decepção nos olhos dele (e é isso que mais me dói).

Disse que ia tomar banho. Foi só uma desculpa pra me esconder. Chorei. Primeiro só 1 lágrima. Depois, estava caindo mais água dos meus olhos do que do chuveiro.

Contei pra minha mãe. Ela ficou triste comigo. Descobri que meu pai ficou triste também, pois queria um netinho. Chorei, chorei, chorei.

Entrei em uma mini-depressão.

3 dias sem sair da cama (levantando só às 18hs para dar comida para a minha cachorra). Praticamente 24hs por dia sem comer. Só tomava banho e voltava pra cama.

Minha casa ficou uma bagunça. Eu fazia o básico de comida (e as vezes nem fazia). Não conversava. Não namorava. Não pensava. Só dormia, como se para esquecer.

Chegou o dia que levantei da cama pra lavar a louça (que já não cabia a pia). Vomitei 3 vezes (diz a minha mãe que pode ter sido estresse).

Meu marido chegou. Brigou comigo. Uma briga para o meu bem. Disse que eu precisava ir no médico. Que eu precisava conversar com alguém.

Fui tomar banho (fui chorar no chuveiro).

Quando saí, meu marido estava me esperando. Disse que não queria me ver assim. Me pediu desculpa por ter gritado. Disse que isso afetava a ele, e que ele nem conseguia se concentrar no trabalho. Que doía me deixar sozinha todos os dias pela manhã.
Ele me queria de volta. Disse que sentia falta de chegar em casa, e ter cheirinho de pão no forno.
Vi lágrimas nos olhos dele, e chorei também.

Eu disse que a culpa não era minha. Eu simplesmente não tinha vontade pra nada.

Prometi a ele que iria melhorar.
No dia seguinte, faxinei a casa. Lavei os cobertores. Fiz pão caseiro, tomei banho e esperei ele chegar em casa com café prontinho.

E assim tenho levado os meus dias. Fingindo estar tudo bem.

16 de maio de 2013

VOLTAS E DECISÕES

Oi, prazer! Não sei se vocês me conhecem, mas meu nome é Débora Sant'Ana e eu sou dona deste blog :)

Sumi por tanto tempo que me sinto desconfortável. Sabe quando vamos sozinhos para um lugar que não conhecemos? Aquela sensação estranha que faz o estômago embrulhar.

 Digamos que passei por uma recuperação mental. Fiquei cansada de drama e de perguntar o "porquê" das coisas. Decidi agir. Agilizar as coisas da minha vida.

Comecei pela hora de acordar. Vi que passava muito tempo do meu dia (da minha vida) dormindo. Quase nem via o sol, e a minha cachorrinha estava ficando com saudades de mim.
Decidi acordar cedo todos os dias. Mesmo que depois, a tarde, eu tire um cochilo. Pelo menos eu vejo o sol, todos os dias pela manhã.

Decidi me abrir mais com as pessoas. Sei que em alguns casos, isso pode ser ruim. Mas no meu caso, isso só prejudicava. Sou uma pessoa muito fechada. Não gosto de conversas bobas, e não me esforço para fazer amizades. Guardo a tristeza para mim, e chega uma hora, que não cabe mais nada aqui no peito e eu viro uma pessoa chata, deprimida, e estressada.
Então, decidi contar para algumas pessoas (confiáveis), o que eu tenho passado. E me surpreendi! Tinha tanto receio da reação das pessoas. Não gosto de ser contrariada. Mas o que recebi foi apoio e até uns puxões de orelha válidos para o meu crescimento.

Decidi procurar um médico. Não sei se vocês sabem, mas eu ODEIO médicos. Eu não tenho medo. Só não tenho paciência.
Você chega lá e conta tudo para a enfermeira ou um médico residente. Ele(a) te encaminha para outro médico e aí você tem que repetir TUDO de novo. Na maioria das vezes, eles te passam exames que não tem como se fazer na hora (ou seja, não adianta nada!!). Te passam um analgésico e você vai pra casa. 6hs depois, sua dor volta e FIM.

Maaaaas... decidi procurar um médico porque sei que alguma coisa está acontecendo. Esse mês tive experiências horríveis (psicologicamente piores) e sei que se eu não fizer algo, isso vai se repetir mês após mês, e vai desgastar a minha vida e quiçá o meu relacionamento com o meu marido.

Post que vem, contarei o que passei com detalhes (se não este post vai ficar enorme).
Não sumam daqui.

Prometo voltar sempre.

Uma nova fase começou aqui. Posts e alegrias virão!
Beijos! Dé <3

9 de fevereiro de 2013

DIAS NO HOSPITAL PARTE 2


Essa é a segunda parte deste post.

Eu disse no post anterior, que enfim, algo bom tinha acontecido. Pois, a doutora que me atendeu,
É A MELHOR MÉDICA QUE EU VI EM TODA MINHA VIDA.

Dá vontade de chorar só de lembrar. Parece que eu passei por tudo isso, só pra conhecê-la.
Ela foi um amor, brincou comigo, me chamou de amor, lindinha, lindona.
Claro que não foi só por isso que me identifiquei com ela.
Ela, pela primeira vez em todas essas minhas idas ao médico durante esse mês, me ouviu.
Escutou todas as minhas perguntas e as respondeu.

Então...
Não tenho nada nos rins e nem na bexiga. Porém, a infecção está bem alta. O Dr. Péssimo da Silva tinha me passado um outro antibiótico, sem nem sequer ver meu ultrassom (que eu nem tinha feito ainda).
A médica disse pra eu não tomar, pois o antibiótico que ele me passou nem vai curar. Vou esperar outro exame ficar pronto no dia 15.

Meu útero está limpinho, Meu endométrio super-fino. Não tenho nada nos ovários (Graças a Deus). E ela disse que nunca saberei se tive um aborto. Pois fiquei 2 dias sangrando muito e pode ter saído tudo.

Por via das dúvidas, ela afirmou que não. NÃO tive aborto. E logo que curar a infecção, estou liberada para ser mamãe <3

Ela me questionou sobre algum acompanhamento para engravidar e o porque de nenhuma doutora ter me passado indutor.

Quando disse que eu não tinha ninguém que me acompanhava (porque me mudei há pouco tempo), ela escreveu à mão, seu nome telefone e endereço.

Tão atenciosa!

Fui para a casa tranquila. Apesar da infecção, está tudo bem comigo e estou bem mais calma.

No dia seguinte, meu esposo foi assaltado a mão armada e perdemos nosso carro, junto com todos meus exames, tablets, celulares e O CONTATO DA MÉDICA!!!

Sorte que eu ainda lembro o nome dela.

Drª INÊ CORTEZ, eu te amo!!! Vou te procurar em todos os hospitais existentes!

8 de fevereiro de 2013

DIAS NO HOSPITAL PARTE 1


 Peço 1.000.000.000.000.000.000 de desculpas por não postar.

Não, eu NÃO abandonei o blog. Mas minha cabeça está a 1.000 essas últimas semanas.

Eu estava sentindo muito enjoo. Enjoo MESMO. NOJO de comida.
Minha menstruação atrasou 2 dias e eu fui correndo fazer o Beta hcg. O que eu não sabia, é que o pedido de exame que eu tinha, era de qualitativo - que só diz NEGATIVO ou POSITIVO, sem dizer a quantidade de hormônio. Fiz, e deu inderteminado. Fiquei hiper animada. Todo mundo me dizendo que era positivo, que inderteminado SEMPRE é positivo.

Pois bem.

Minha avó sonhou com abobrinha verde. EXPLICO:

Toda vez que vovó sonha com abobrinha verde, alguém da família engravida. É na mosca! Bater e valer! Todas as vezes deu certo!

Isso me deu mais um pontinho de esperança.
Minha sogra também sonhou. Minha mãe. Eu.

Muita coinscidência, não?

Sonhei de novo. Desta vez que perdia o bebê. Sonhei 3 vezes. Acordava e sonhava de novo.

Esperando as 48hs para repetir o exame, do nada, assim do NADA mesmo, veio um sangramento terrível.

Tão terrível a ponto de eu me levantar e sujar todo o chão de sangue. Um sangue escuro.
Com grandes coágulos.

Logo depois, uma dor cortante. Tão forte ou mais forte que a dor que eu tinha na época do cisto no ovário.

Fiquei triste, pensei até em aborto. Mas não falei nada pra ninguém, e fiquei quieta. Triste e quieta.

De manhã, minha avó ligou e perguntou como eu estava. A preocupação não só pela possível gravidez, mas também pela grave infecção de urina que eu ainda tenho. Contei do forte sangramento, da dor cortante e do indeterminado.

As palavras dela cortaram meu coração. "Ah, Débora. Então você abortou. Com certeza!"
E ela ainda disse que a culpa foi de uma injeção que eu tomei. Injeção de morfina, que a médica me deu mesmo sabendo que eu suspeitava de uma gravidez.

Falei com minha mãe, falei com algumas meninas na internet, falei com minha tia. E TODOS brigaram comigo e mandaram eu ir correndo ao médico.

Começou a correria.
Eu tinha passado dias indo ao hospital pelas dores nos rins. E fui de novo.
Encontrei um médico HORRÍVEL. Não deixava eu falar, Interrompia minhas perguntas. Péssimo!

Fiz um beta quantitativo. Deu inderteminado DE NOVO. Fiz exame de urina, e INFECÇÃO ALTÍSSIMA mesmo tendo tomado antibiótico por 1 semana..

Perguntei (sério!) no mínimo umas 5 vezes - "Dr. porque inderteminado?". E ele respondia sem nem sequer olhar pra mim, "não tá pronto", e eu "o que Dr.? O que não está pronto?", e ele nada. Fingia que nem escutava.
Quando perguntei de novo, ele se irritou e disse "mostra pro seu médico!" com um tom como se quisesse encerrar a consulta.

E ele foi assim só comigo. Com as outras moças ele foi super legal. Ele não deve gostar de loiras, sei lá!

Fui embora então.
Ele tinha dito antes, que não teria como saber se foi um aborto. Só com um ultrassom. E naquele hospital não tinha.
E quando perguntei do sangue escuro, ele sem nenhuma consideração, disse "isso aí são ovários micropolicísticos".

Saí do consultório sem chão. Ovários micropolicísticos? Preferia ter um aborto do que ovários micropolicísticos.

Já era 23hs e pouco da noite. Fui pra casa.

Com um pouquinho de esperança, orei e pedi a Deus. Entreguei os médicos nas mãos Dele. E pedi que não fossem os olhos, os ouvidos e as mãos dos homens, e sim as Dele.

Fui de novo pra outro hospital. Fui no primeiro e não tinha ultrassom. Fui no segundo.
Sorte, que o outro médico de um outro dia, muito simpático por sinal, tinha me dado um pedido de exame escrito URGENTE  e eu lembrei de levar.

Com isso, consegui fazer os exames.

Fiz ultrassom dos rins e um do útero e ovários.

Fui para outro hospital (de novo) mostrar os exames. A mesma clínica daquele médico horrível. Fiz a ficha e esperei me chamarem.

A sala estava vazia e nada de me chamarem. Meu marido "mo, vai lá" e eu "não, vou esperar". Depois do meu marido falar umas 10 vezes pra eu ir lá na médica, eu fui. E descobri que tinham perdido minha ficha. Ou seja, eu ia ficar mofando lá até agora se não tivesse ido até a médica.

E enfim, uma coisa boa aconteceu.

-- (eu dividi o post em 2 porque estava muuuito grande. Aguardem a parte 2!) --

6 de janeiro de 2013

RESULTADO DO DIA 06/01/13


Minha vontade é me afastar. Ficar sozinha e chorar.
Me sinto impotente e sem fé.
Pensei que a mulher tinha sido feita pra sentir quando tivesse chegado a hora certa.
E eu pensei que a minha tinha chegado, mas não.
A minha certeza foi cortada pela dor. Pelo desânimo. Pela falta de fé.

Passei a semana sonhando, literalmente sonhando.
Sonhei que sentia uma dor e ao chegar no médico, fui encaminhada para uma ultra de emergência.
E ao chegar lá, a moça me dizia que tinha uma "surpresinha" lá. Um bebê.

Um sonho não real.

Passei a semana sem dores físicas, sem sinal de menstruação. Senti enjoos que jamais tinha sentido. Quase vomitei por vários dias pela manhã.
E juro, que tentei ao máximo não me prender aos sintomas, ao psicológico.
Mas eu senti, de verdade, todos esses sintomas.

E o que mais me dói. Todas as vezes que meu marido disse "oi neném! Aqui é o papai!".
Me dói ao lembrar do meu marido colocando o ouvido na minha barriga pra ouvir o coração do bebê.
Todos os beijos na minha barriga. Carinhos. Assoprões no umbigo para mandar oxigênio pro bebê (uma brincadeira dele).

Eu estava sonhando que dia 08/01, terça-feira, eu iria dar de aniversário pro meu marido, a notícia de que ele seria pai.

Sei que posso estar sendo infantil. Sei que faz só 2 meses de tentativa. Mas me dá muito medo. Medo de não conseguir. Medo de passar toda a dor (dos cistos nos ovários) de novo.

Só sei que agora me sinto incapaz, impotente. E irei me sentir assim até eu conseguir ser mãe.

2 de janeiro de 2013

AGENDA PRÉ-BEBÊ


Comentei no Ask sobre uma tal agenda pré-bebê. Comentei de brincadeira com uma menina, e isso gerou uma repercussão legal. Então, vou explicar o que é.

Sair de madrugada pra ir pra praia e passar o dia todo debaixo do sol e as vezes sem comer direito, é difícil com um bebê.
Ir pra um parque de diversões e andar na montanha russa mais alta é dificílimo com um bebê.
Por isso existe a agenda pré-bebê.

Pra curtir o namoro, o casamento, a vida. Pra ter o que contar quando seu bebê crescer.

E pra calar a boca de quem diz: "Grávida? Mas você nem curtiu a vida ainda!".

Essa agenda é pra MIM, é claro. É para MINHA diversão. Mas é ótimo usá-la pra calar pessoas que não sabem NADA da sua vida, NADA do que você passa ou quer ainda passar.
Pessoas que se sentem no direito de se meter na sua vida.

Então, criem uma agenda pré-bebê, divirtam-se, e calem a boca de pessoas entrometidas!

Minha agenda pré-bebê ainda ta pequenininha, mas olha o que tem:

-Dia TOOOOODO na praia;
-Pizzaria;
-Parque de diversões;
-MUITO cinema (quero ver o maior número possível de filmes, haha);
-Museu (aqui tem muitos museus. Quando eu for, tiro fotos!);
-Viajar para Penedo;

Vocês tem mais alguma ideia pra agenda pré-bebê?

Pessoal, conforme for, eu vou atualizando aqui tá? Vou adicionar mais passeios a agenda pré-bebê conforme for surgindo mais ideias!! Acompanhem!! Beijos, Dé.

29 de dezembro de 2012

COMPRAS ANTES DO BEBÊ

 
Ultimamente no meu Ask me perguntaram sobre as compras antes do bebê.
A menina que me perguntou achou tudo lindo, fofo. Mas não são todas as pessoas que veem assim.
A maioria vê como uma desnecessidade. Um exagero, uma ansiedade.

Meu marido e eu decidimos comprar as fraldas antes do bebê nascer, para ter um estoque. Consultamos uma calculadora na internet e nos baseamos por aí.

Só que achamos uma oferta INCRÍVEL de um carrinho Burigotto (que pra mim é a melhor marca) e decidimos comprar.
Minha mãe, pessoas da família, quase todo mundo ficou meio que de olho torto.
Até que minha mãe veio conversar comigo. "Filha, você não está muito ansiosa? Isso pode te fazer mal!"

Ah, não né mãe?

Só que não é por isso. Imagina você passar 9 meses pra planejar e comprar as coisas e no 8º mês comprar enxoval, berço, cômoda, guarda-roupas, fraldas, fraldas, FRALDAS!

E se (Deus nos livre e guarde) precisar comprar algum medicamento especial pro bebê após ele nascer? E se não der leite e tiver que gastar rios de dinheiro em latinhas de NAN?

Aí você junta: Prestações inacabáveis de enxoval, fraldas toda semana, absorvente de seios (que gasta igual água!), e fora que algumas mulheres contratam faxineiras pra passar o dia de resguardo.
E aí, rica?

Comigo não dá. Então, preferi comprar antes.

O que tenho hoje:

-Fraldas P, e XXG (que vieram errado e eu luto com a loja há meses pra trocar!! Depois conto!);
- Carrinho de passeio com o bebê conforto (cadeirinha do carro);
- Uma pantufinha de malha do botafogo (comprei pra mimar o marido, eu sou flamenguista!);
- Um mordedorzinho que comprei só pra matar a vontade mesmo;
- Uma bolsa média (foi um kit que eu comprei), que além de fraldas, veio com shampoo, condicionador, sabonete e pomada.

E por enquanto, SÓ POR ENQUANTO, é só.

Ainda não comprei nada de roupinha porque quero engravidar primeiro, pra ficar tudo novinho. Mas assim que vier o positivão, virão bodys, sapatinhos, touquinhas.
Mesmo que antes da descoberta do sexo, seja só verde, branco e amarelo.

FOTO DAS COISINHAS TIRADAS PELO CELULAR MESMO :)



Nessas fotos, o carrinho tá desmontado e embaladinho, mas é igual a este:





27 de novembro de 2012

ESTOQUE DE FRALDAS


Estocar fraldas é um assunto que gera muitas dúvidas entre as grávidas e tentantes.
Estocar ou não? E se tiver alergias? E se não for boa?

Exitem sites e fóruns onde esse assunto é bem discutido e há muitas informações sobre cada fralda (marca, tamanho, etc).

Pesquisei, e cheguei a conclusão:

OBS: Listarei somente as melhores fraldas

Cliquem nos links para saber o que diz a marca!

HUGGIES NATURAL CARE

Pela pesquisa que fiz, é ótima. Bem cavada, com formato de cuequinha e calcinha, sabe? Porém, é a menor de todas. A Huggies Natural Care P equivale a Huggies Turma da Mônica M.

TURMA DA MÔNICA CONFORTO DIA E NOITE

 

Essa eu pesquisei e vi de perto. Tenho uma priminha que nasceu há um mês, e passei uma tarde cuidando dela enquanto minha tia precisou sair. Troquei a fralda dela de cocô e pude "sentir" a fralda. Bem cavadinha, leve, e protege bem o bebe. Nesse dia, tinha vazado um pouquinho. Mas foi quase nada. Já vi vazamentos beeeem piores.

HUGGIES TURMA DA MÔNICA SOFT TOUCH MAX


Conversando com a minha tia-recém-mamãe, perguntei sobre as fraldas que a neném usa. E ela me disse que melhor do que aquela que ela estava usando (TURMA DA MÔNICA DIA E NOITE) é a Huggies TM Soft Touch. Segundo ela não vaza nada, e ainda tem elástico nas costas, pra não apertar a barriguinha do bebê. A Huggies TM Soft Touch é maior do que a Huggies Natural Care e menor do que a Pampers. A Huggies TM Soft Touch P equivale a M da Pampers.

PAMPERS TOTAL CONFORT (embalagem verde)
Não tem como discutir, é a melhor não é?
Segundo minha mãe sim, segundo minha tia não. De uma coisa é certa, é mais leve, a mais cheirosa, e a que tem menos índice de alergias. Mas estou falando da embalagem VERDE. Ouvi muito que a Super Sec (embalagem vermelha) é horrível.
Minha tia diz não ter argumentos pra não gostar da Pampers, simplesmente não se adaptou. Fica larguinha na bebê, talvez por ela ainda ter somente 1 mês. Por isso a Pampers é a maior de todas.

TAMANHOS:

(menor < maior)

HUGGIES NATURAL CARE < TURMA DA MÔNICA DIA E NOITE = HUGGIES TURMA DA MÔNICA SOFT TOUCH < PAMPERS

ESTOCAR OU NÃO ESTOCAR?

Eu preferi estocar fraldas. Desde que comecei a tentar meu bebê, comecei a comprar fraldas e outras coisas mais (próximo post!).

Em relação a alergias, me baseei em mim (que sou hiper alérgica a tudo!). Eu usava TM e Pampers. Meu irmão também. Minha priminha também. Meu esposo também. Entãããão... são essas que estou comprando.

Até agora, em 3 meses de compras, eu comprei as seguintes fraldas:

FRALDAS P (decidi comprar só para um mês. Se meu bebê decidir nascer um gigante, eu terei prejuízo depois!)
Kit bolsa com fraldas Turma da Mônica - Vieram 3 pacotões de Huggies TM Soft Touch - Total 144 fraldas
2 pct Pampers Total Confort P – 58 unidades cada - Total 116 fraldas

FRALDAS M
Até agora só comprei 4 pacotões de Huggies TM Soft Touch. Com 80 unidades cada. No total: 320 fraldas..

A quantidade de fraldas eu me baseio nesta calculadora do site S.O.S Mamãe.
O fórum onde pesquisei e perguntei sobre estocar fraldas foi este aqui.

E vocês? Estocam fraldas?

18 de novembro de 2012

PRIORIDADES



Sempre quis ser mãe, mas nunca tive O SONHO. Até que veio a desconfiança de uma possível gestação. Logo depois veio o negativo e O VAZIO. O resultado me atingiu como um soco. Não sei se com todas são assim mas eu já estava me fantasiando com um bebê nos braços.

Tenho 18 anos e sou casada há 6 meses. Casei nova por vontade própria e com o consentimento dos meus pais. Casei com o plano de fazer faculdade antes de qualquer coisa na minha vida. Mas com o tempo, as prioridades mudaram.

Minha maior vontade é fazer Direito. Acho linda a função de um advogado e acho que meu nome fica lindo se vier acompanhado de "juíza" (Em Juízes 4, na Biblía Sagrada, existe a juíza chamada Débora. Talvez por isso eu ache tão lindo!).
Mas o tempo é muito longo. 
Se correr tudo bem e eu não reprovar nenhum semestre, a duração é de 6 anos. Logo depois vem a dedicação para a prova da OAB, que tem que ser prestada logo após o término do curso. E depois vem a busca de um emprego estável. E é claro que grandes escritórios preferem mentes frescas, jovens recém formados, que estão com o curso todo na cabeça ainda. 
Comecei a me ver triste pensando em todos esses anos sem meu bebê.
 
E foi assim que as prioridades mudaram.

Conversei MUITO com meu marido. Conversei TANTO, que cheguei a ficar com pena dele, coitado! Ele chegava do trabalho e lá ia eu amolar o rapaz.
Mas foi assim com tanta conversa que decidimos ter o nosso filho antes.
São inúmeros fatores. E o maior de todos... cuidar EU mesma do meu filho.

Sinceramente não julgo quem deixa seu bebê de 4 meses em creche. Muitas precisam REALMENTE de trabalho. Mas se pode ficar em casa, se não afetar financeiramente a sua vida, será um descuidado com o seu neném.

Minha ideia seria ter um bebê daqui há um tempinho, esperar fazer 3 aninhos e colocar em uma escolinha. Nesse meio tempo eu estudaria (fazendo faculdade de manhã, eu estaria em casa às 14:00hs no máximo).

Já ouvi muito por causa disso. Alguns dizem que eu vou me acomodar, e outros que eu não vou conseguir estudar. E vocês, o que acham?
Vamos acompanhar essa novela e ver que fim levará Débora. hahahaha

Até o próximo post!

17 de novembro de 2012

MULHER NASCEU PRA QUE MESMO?




Há quem diga que mulher nasceu pra ser mãe.
E há quem diga que mulher não nasceu pra depender de marido. E mais! Tem que ter uma boa faculdade, pra depois que os filhos crescerem ter um bom emprego e não ficar em casa frustrada como uma simples dona do lar.

E EU digo que cada um tem a sua prioridade. A minha é me dedicar inteiramente a criação dos meus filhos e só pensar em mim DEPOIS de ver meus filhos bem criados e com idade suficiente para se limpar sozinhos
.
Claro que isso inclui inúmeros fatores. Entre eles a condição financeira, relacionamento estável com marido e uma mente saudável.


Eu digo sim para todos esses fatores, mas nem todos ao meu redor tem a mesma opinião.
Essa tirinha diz bem o que acontece comigo.



Já ouvi todos os argumentos possíveis. Desde “o seu corpo nunca mais será o mesmo” até “maridos mudam! E se você ficar divorciada, sem emprego e com filho nas costas?”.

E vocês, o que já tiveram que ouvir?
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