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15 de julho de 2013

NO MEIO DO NADA


Estou tendo dificuldade para postar aqui no blog. Realmente não sei o que escrever.
Nada acontece de novo e minha vida está totalmente parada.

E isso está sendo um verdadeiro problema.

Tenho ficado perdida em meus dias.  Sigo minha rotina -acordar, fazer café pro marido, limpar a casa, ver novela, fazer café de novo, fazer janta, dormir- e nada de surpreendente acontece.

Não tenho amigos por perto. Não tenho família por perto. Não tenho carro livre durante o dia. Não tenho programas legais pra fazer.

Não tenho nada.

Sigo uma rotina chata e vazia, e faz tempo que não fico com a barriga dolorida de tanto rir. Faz tempo que eu não vou dormir cansada e exausta de um dia corrido e feliz.

Aí sempre vem aquela pessoa chata e diz "ah, você só quer um bebê pra te tirar do tédio!" - e de certa forma SIM. Me sinto vazia. E sinto que falta alguma coisa.

Há quem nasceu para ser médico. E há quem nasceu para ser advogado, professor, engenheiro.

Eu nasci pra ser mãe. E enquanto eu não passar por esta "faculdade", eu vou me sentir assim. Chata e vazia.

Imagem tirada deste site.

1 de julho de 2013

EU VOLTEI



Povo meu, eu voltei!
Fiquei sem internet por um tempo e em outros tempos andei na casa da sogra que estava doente. Mas, estou de volta.

Começo dizendo que aqui vai dar uma animadinha. Cansei de escrever posts tristes e cheios de reclamações por eu não conseguir engravidar. Eu sou ma pessoa feliz, e quero mostrar isso aqui.

Quero abrir novas sessões aqui como "casa" e "cozinha" e até "artesanato".

Ando fazendo muita coisa legal aqui em casa, e acho legal repassar isso.

Estou fazendo (aprendendo) tricô. Tem ocupado a minha mente e me feito bem.
Quem sabe quando o nenê vier eu já não tenha vários sapatinhos e casaquinhos de lã?

Vou começar também a série "tratamento médico" ou "visita ao médico" (ainda não decidi o nome) e contar como andam os exames que tenho feito para descobrir se há algum problema.

Conto com vocês aqui.
E desculpe o desaparecimento! Beijos!


20 de maio de 2013

PESADELO E O MEDO


Tive um sonho horrível.

Não vou contar detalhes, pois faz parte daquele grupo de sonhos malucos que a gente some e aparece no lugar em segundos e nada faz sentido.

Sonhei que estava na casa da minha mãe, e ao fazer um esforço (especificamente, eu estava numa bicicleta ergométrica), sangue saiu de mim. Sujou o chão.

No sonho, eu disfarcei e fui ao banheiro. Quando lá eu cheguei, desceu de mim uma água. Bastante água, com sangue e uns pedaços estranhos. Pareciam bolas de gordura (sabe quando a gordura fica gelada? Fica tipo uma banha.).

Eu peguei com a mão aqueles pedaços estranhos e chamei minha mãe.
Acordei.

Claro que esse sonho não é um "aviso". Foi só preocupação. Mas veio a tona um medo que eu não sabia que existia em mim.

Pelo menos, não tão gigante.

Se lembram de um post, em que eu dizia que achava que passaria por alguma prova?  Pois eu nem imaginava que isso tudo fosse acontecer. (Leia o post aqui).

Tenho pensado muito em adoção, inseminação, etc. Sei que é tudo da minha cabeça.
Mas é algo inevitável.

E o pior, é que parece que o MUNDO conspira para que você pense e pense e pense sobre isso.

Ou seja, é inevitável.
Só vou parar de pensar em engravidar quando EU ENGRAVIDAR.

E parem de dizer "ah, quando você esquecer, acontece!", ou "a ansiedade só atrapalha".
Vocês acham que eu não sei? Vocês acham que eu já não segui todas as dicas que me deram? Se dissessem "saia com uma melancia na cabeça, assim você engravida!", eu sairia.

Mas não existe um botão ON/OFF aqui. Não se desliga a preocupação, o medo, a solidão.

O medo é não ter certeza. É o desconhecido.
Quem me dera Deus dissesse o tempo em que eu ficaria esperando. Para mim seria melhor. Eu só aguardaria.

Mas não saber quantos meses, ou anos eu ficarei aguardando é angustiante. Entendam!

E parem de me comparar com as pessoas. Eu sou EU! Só porque fulana demorou 2 anos para engravidar, não quer dizer que eu vá demorar o mesmo tempo.

E você acha que fulana não ficou esses 2 anos, chorando e pedindo a Deus?

É porque talvez ela não tenha te contado. Talvez ela não tenha tido um blog para expressar seus sentimentos.
Ou talvez ela é um extra-terrestre estranho sem coração.

Só sei que EU sou EU. E eu tenho medo.

19 de maio de 2013

REVELAÇÃO AO FACEBOOK

Antes de tudo quero contar que escrevi para o blog "Pequeno Diamante".
A dona é a Thai Martelozzo, que é um amor e me convidou a postar na área 'FALA MAMÃE' do blog. Meu muito obrigada <3 Clique AQUI para ler o post.



E junto com o post do "Pequeno Diamante", foi um link direto para o meu Facebook. Onde amigos e tias viram o meu post e descobriram meu blog.

Aí você me pergunta: "ué, Débora! Sua família não sabia do blog?"

Não, meu caro leitor. NÃO SABIAM.

O porque nem eu sei.

Acho que fiquei envergonhada. Nunca fui muito apegada afetivamente a família e não tenho amizades de longas décadas. Por isso sou tão fechada quanto um túmulo.

Escrevo desde que era criança. Tenho até um texto publicado em um livro-modelo na Bienal do livro em Porto Alegre - RS.

Mesmo assim, nunca mostrei meus textos, e ninguém da minha família conhece esse "dom".

Além disso, o blog funciona como um diário.

Ter pessoas estranhas lendo a minha "vida" não é tão ruim assim. Já que são pessoas que não me conhecem e nem podem me atingir com críticas e ofensas.
Mas ter a minha família e amigos próximos conhecendo a minha fragilidade, os meus pensamentos e sentimentos, me deixa um pouco insegura.

Mesmo assim, essa revelação "quase forçada" me fez um certo bem. Tive comentários positivos e acho que ruim mesmo sou eu me esconder. Não tenho do que me envergonhar.

Ser mãe é o sonho mais lindo que tenho. Sou casada e tenho uma casa prontinha para um bebê.

Eu deveria ter orgulho de querer algo tão bonito assim, e nada melhor do que a FAMÍLIA para compartilhar isso comigo, não é?


Então... vou me revelar!

FACEBOOK, TENHO UM BLOG :)
Visitem, comentem, e sejam bem-vindos!

Agora eu vou ali me encolher de vergonha e me preparar para os beijinhos das tias <3

18 de maio de 2013

10 DIAS DE ILUSÃO



Mês de abril passou e eu fiz 19 anos. Chegou o mês de maio, onde se comemora o dia das mães, o meu aniversário de casamento, e comemoramos também a compra do nosso carro novo.

Estava tudo perfeito para a chegada de um bebê.
Expectativa a mil. Será que atrasa? Será que dessa vez vai?

3 dias antes do atraso... faz um teste de farmácia. Fez? E aí? NEGATIVO!
Ah, mas nem atrasou ainda, vai que está cedo.

Dia 26/04, dia da menstruação chegar. Chegou? Não? Faz outro teste.
Fez? E aí? NEGATIVO.
Ah, mas vai que está cedo ainda! Espera 1 semana.

Esperanças lá no alto. Vontade de contar para alguém. Conta pra mãe (que sempre te desanima e diz que você não está grávida). SURPRESA! Ela fica feliz e também acha que você está!

COMEMORA! COMEMORA!

Sintomas? Pressão baixa, peitos inchados (enormes!) e doloridos, fisgadas no pé da barriga. Enjoos, não-frequentes, mas estavam lá.

Dias de atraso? 8!

Sábado fazer exame de sangue!!

Enquanto isso... as auréolas dos meus seios ficaram mais escuras. Há algo diferente no bico dos meus seios.
Fui acometida por uma tontura imensa! De quase cair no chão. Relacionei a tontura a pressão baixa que eu estava tendo.

ESPERANÇA! EXPECTATIVA! CERTEZA!

A certeza tinha invadido nossos corações. Já eram 9 dias de atraso. 9 dias de atraso para uma menstruação que sempre foi muito regulada.

Meu esposo estava num cuidado exagerado extremo comigo. Eu não podia correr, não podia fazer esforço, não podia nem rir histericamente  (o que faço com frequência).

Sábado chegou, e com ele os 10 dias de atraso. Fiz outro teste farmácia. E aí? NEGATIVO!
Pensei: "nossa! Não dá pra se confiar nestes testes baratos! Só o de sangue é confiável!"

O laboratório fecharia as 12hs. Ainda estávamos sem carro, então, iríamos de ônibus.

Perdemos a hora. Saímos de casa 10hs e pouco,  pegamos o ônibus uns 20min depois.

Chegamos lá 11hs e descobrimos que (ridiculamente) não se fazia mais exame de gravidez sem pedido médico. Mesmo sendo particular.

Vamos nós para a fila do Clínico Geral. Dr. Arthur, um amor de médico.
Descemos a escada e... FILA IMENSA!

Esperamos, esperamos, fomos atendidos, e... LABORATÓRIO FECHOU.

Pensei: "ah, vai que é um aviso de Deus. E se for cedo pra se fazer exame? Tem gente que faz só depois de uns 15 dias de atraso. Semana que vem eu faço outro exame."

Cheguei em casa, passei meu dia bem... e de noite, ao me enxugar após o banho, eu vejo um sujinho na toalha.
Não parecia sangue, era amarelado. Parecia nidação.

Pensei na hora: "caramba! Por isso tem dado negativo! O positivo só vem depois da nidação!".

Acordei no outro dia. Fui no banheiro, fiz xixi e... sangue. Sangue vivo.

Vontade de chorar. "Calma, Débora" - eu pensei - "pode ser só sangramento de escape".

Tomei café da manhã e depois fui ao banheiro dar uma conferida.
SANGUE. MUITO SANGUE.

Havia MUITO sangue. Senti uma vontade imensa de chorar. Mas não consegui.

Fiquei calada o dia inteiro. Até que a noite, meu marido pergunta. Contei. Vi a decepção nos olhos dele (e é isso que mais me dói).

Disse que ia tomar banho. Foi só uma desculpa pra me esconder. Chorei. Primeiro só 1 lágrima. Depois, estava caindo mais água dos meus olhos do que do chuveiro.

Contei pra minha mãe. Ela ficou triste comigo. Descobri que meu pai ficou triste também, pois queria um netinho. Chorei, chorei, chorei.

Entrei em uma mini-depressão.

3 dias sem sair da cama (levantando só às 18hs para dar comida para a minha cachorra). Praticamente 24hs por dia sem comer. Só tomava banho e voltava pra cama.

Minha casa ficou uma bagunça. Eu fazia o básico de comida (e as vezes nem fazia). Não conversava. Não namorava. Não pensava. Só dormia, como se para esquecer.

Chegou o dia que levantei da cama pra lavar a louça (que já não cabia a pia). Vomitei 3 vezes (diz a minha mãe que pode ter sido estresse).

Meu marido chegou. Brigou comigo. Uma briga para o meu bem. Disse que eu precisava ir no médico. Que eu precisava conversar com alguém.

Fui tomar banho (fui chorar no chuveiro).

Quando saí, meu marido estava me esperando. Disse que não queria me ver assim. Me pediu desculpa por ter gritado. Disse que isso afetava a ele, e que ele nem conseguia se concentrar no trabalho. Que doía me deixar sozinha todos os dias pela manhã.
Ele me queria de volta. Disse que sentia falta de chegar em casa, e ter cheirinho de pão no forno.
Vi lágrimas nos olhos dele, e chorei também.

Eu disse que a culpa não era minha. Eu simplesmente não tinha vontade pra nada.

Prometi a ele que iria melhorar.
No dia seguinte, faxinei a casa. Lavei os cobertores. Fiz pão caseiro, tomei banho e esperei ele chegar em casa com café prontinho.

E assim tenho levado os meus dias. Fingindo estar tudo bem.

11 de fevereiro de 2013

MILAGRES

Nesse momento ouço uma música da Cristina Mel.
Aconselho todas as pré-grávidas e também mamães, a assistirem o vídeo até o fim.



Chorei e me arrepiei o vídeo inteiro.
É difícil explicar. Sei que só faz 4 meses desde que realmente comecei a tentar. Mas algo me diz que vou passar pelo vale.
Algo em meu coração aperta. E é como se me dissesse "se prepara! Não será fácil!".

Luto contra o sentimento de angústia que há em meu coração toda vez que penso em ter filhos.

É difícil se imaginar meses, anos fazendo teste e mais testes de gravidez.

Aos olhos dos outros, é tudo muito simples. Te dizem "não fique ansiosa", "não pense tanto nisso".
Mas é inevitável.
Sonhar todas as noites com seu bebê no colo, e se pegar imaginando a cara de alegria do futuro papai ao receber a notícia.
É inevitável não pensar nisso e isso torna tudo mais difícil...
São só 4 meses de tentativas. Mas foram 4 meses de lágrimas. 4 meses de murmuração.

Ah... a murmuração. Peço perdão a Deus todos os dias. Peço que esse bebê venha somente se vier com saúde e se for benção para minha vida espiritual, financeira e sentimental. E penso se ele realmente virá.

Essa noite, sonhei que tinha um bebê. E eu o esquecia. O esquecia no berço. Não o alimentava e mesmo assim, ele estava gordo. Negativamente gordo.

Ele já deveria ter uns 2 anos.
Estava suado, sozinho no quarto.

E me lembro que no sonho, eu me sentia mal. Eu não fazia por mal. Eu o fazia pois não tinha maturidade o suficiente para cuidar de uma criança.

Talvez essa realmente não seja a hora. Ou talvez seja e esse é o meu psicológico com medo.

Só sei que por mais que eu ore, e peça a Deus, alguma luta virá. Talvez eu demore a engravidar. Talvez eu engravide e passe por alguma prova.
Ou talvez, eu não passe por nada e seja só Deus testando minha fé. 

Mas sei que, eu vou contar o meu milagre, para que o nome do Senhor seja louvado!

Dedico esse texto a Thamires Palmeira e a autora do blog Nossa História.

9 de fevereiro de 2013

DIAS NO HOSPITAL PARTE 2


Essa é a segunda parte deste post.

Eu disse no post anterior, que enfim, algo bom tinha acontecido. Pois, a doutora que me atendeu,
É A MELHOR MÉDICA QUE EU VI EM TODA MINHA VIDA.

Dá vontade de chorar só de lembrar. Parece que eu passei por tudo isso, só pra conhecê-la.
Ela foi um amor, brincou comigo, me chamou de amor, lindinha, lindona.
Claro que não foi só por isso que me identifiquei com ela.
Ela, pela primeira vez em todas essas minhas idas ao médico durante esse mês, me ouviu.
Escutou todas as minhas perguntas e as respondeu.

Então...
Não tenho nada nos rins e nem na bexiga. Porém, a infecção está bem alta. O Dr. Péssimo da Silva tinha me passado um outro antibiótico, sem nem sequer ver meu ultrassom (que eu nem tinha feito ainda).
A médica disse pra eu não tomar, pois o antibiótico que ele me passou nem vai curar. Vou esperar outro exame ficar pronto no dia 15.

Meu útero está limpinho, Meu endométrio super-fino. Não tenho nada nos ovários (Graças a Deus). E ela disse que nunca saberei se tive um aborto. Pois fiquei 2 dias sangrando muito e pode ter saído tudo.

Por via das dúvidas, ela afirmou que não. NÃO tive aborto. E logo que curar a infecção, estou liberada para ser mamãe <3

Ela me questionou sobre algum acompanhamento para engravidar e o porque de nenhuma doutora ter me passado indutor.

Quando disse que eu não tinha ninguém que me acompanhava (porque me mudei há pouco tempo), ela escreveu à mão, seu nome telefone e endereço.

Tão atenciosa!

Fui para a casa tranquila. Apesar da infecção, está tudo bem comigo e estou bem mais calma.

No dia seguinte, meu esposo foi assaltado a mão armada e perdemos nosso carro, junto com todos meus exames, tablets, celulares e O CONTATO DA MÉDICA!!!

Sorte que eu ainda lembro o nome dela.

Drª INÊ CORTEZ, eu te amo!!! Vou te procurar em todos os hospitais existentes!

8 de fevereiro de 2013

DIAS NO HOSPITAL PARTE 1


 Peço 1.000.000.000.000.000.000 de desculpas por não postar.

Não, eu NÃO abandonei o blog. Mas minha cabeça está a 1.000 essas últimas semanas.

Eu estava sentindo muito enjoo. Enjoo MESMO. NOJO de comida.
Minha menstruação atrasou 2 dias e eu fui correndo fazer o Beta hcg. O que eu não sabia, é que o pedido de exame que eu tinha, era de qualitativo - que só diz NEGATIVO ou POSITIVO, sem dizer a quantidade de hormônio. Fiz, e deu inderteminado. Fiquei hiper animada. Todo mundo me dizendo que era positivo, que inderteminado SEMPRE é positivo.

Pois bem.

Minha avó sonhou com abobrinha verde. EXPLICO:

Toda vez que vovó sonha com abobrinha verde, alguém da família engravida. É na mosca! Bater e valer! Todas as vezes deu certo!

Isso me deu mais um pontinho de esperança.
Minha sogra também sonhou. Minha mãe. Eu.

Muita coinscidência, não?

Sonhei de novo. Desta vez que perdia o bebê. Sonhei 3 vezes. Acordava e sonhava de novo.

Esperando as 48hs para repetir o exame, do nada, assim do NADA mesmo, veio um sangramento terrível.

Tão terrível a ponto de eu me levantar e sujar todo o chão de sangue. Um sangue escuro.
Com grandes coágulos.

Logo depois, uma dor cortante. Tão forte ou mais forte que a dor que eu tinha na época do cisto no ovário.

Fiquei triste, pensei até em aborto. Mas não falei nada pra ninguém, e fiquei quieta. Triste e quieta.

De manhã, minha avó ligou e perguntou como eu estava. A preocupação não só pela possível gravidez, mas também pela grave infecção de urina que eu ainda tenho. Contei do forte sangramento, da dor cortante e do indeterminado.

As palavras dela cortaram meu coração. "Ah, Débora. Então você abortou. Com certeza!"
E ela ainda disse que a culpa foi de uma injeção que eu tomei. Injeção de morfina, que a médica me deu mesmo sabendo que eu suspeitava de uma gravidez.

Falei com minha mãe, falei com algumas meninas na internet, falei com minha tia. E TODOS brigaram comigo e mandaram eu ir correndo ao médico.

Começou a correria.
Eu tinha passado dias indo ao hospital pelas dores nos rins. E fui de novo.
Encontrei um médico HORRÍVEL. Não deixava eu falar, Interrompia minhas perguntas. Péssimo!

Fiz um beta quantitativo. Deu inderteminado DE NOVO. Fiz exame de urina, e INFECÇÃO ALTÍSSIMA mesmo tendo tomado antibiótico por 1 semana..

Perguntei (sério!) no mínimo umas 5 vezes - "Dr. porque inderteminado?". E ele respondia sem nem sequer olhar pra mim, "não tá pronto", e eu "o que Dr.? O que não está pronto?", e ele nada. Fingia que nem escutava.
Quando perguntei de novo, ele se irritou e disse "mostra pro seu médico!" com um tom como se quisesse encerrar a consulta.

E ele foi assim só comigo. Com as outras moças ele foi super legal. Ele não deve gostar de loiras, sei lá!

Fui embora então.
Ele tinha dito antes, que não teria como saber se foi um aborto. Só com um ultrassom. E naquele hospital não tinha.
E quando perguntei do sangue escuro, ele sem nenhuma consideração, disse "isso aí são ovários micropolicísticos".

Saí do consultório sem chão. Ovários micropolicísticos? Preferia ter um aborto do que ovários micropolicísticos.

Já era 23hs e pouco da noite. Fui pra casa.

Com um pouquinho de esperança, orei e pedi a Deus. Entreguei os médicos nas mãos Dele. E pedi que não fossem os olhos, os ouvidos e as mãos dos homens, e sim as Dele.

Fui de novo pra outro hospital. Fui no primeiro e não tinha ultrassom. Fui no segundo.
Sorte, que o outro médico de um outro dia, muito simpático por sinal, tinha me dado um pedido de exame escrito URGENTE  e eu lembrei de levar.

Com isso, consegui fazer os exames.

Fiz ultrassom dos rins e um do útero e ovários.

Fui para outro hospital (de novo) mostrar os exames. A mesma clínica daquele médico horrível. Fiz a ficha e esperei me chamarem.

A sala estava vazia e nada de me chamarem. Meu marido "mo, vai lá" e eu "não, vou esperar". Depois do meu marido falar umas 10 vezes pra eu ir lá na médica, eu fui. E descobri que tinham perdido minha ficha. Ou seja, eu ia ficar mofando lá até agora se não tivesse ido até a médica.

E enfim, uma coisa boa aconteceu.

-- (eu dividi o post em 2 porque estava muuuito grande. Aguardem a parte 2!) --

6 de janeiro de 2013

RESULTADO DO DIA 06/01/13


Minha vontade é me afastar. Ficar sozinha e chorar.
Me sinto impotente e sem fé.
Pensei que a mulher tinha sido feita pra sentir quando tivesse chegado a hora certa.
E eu pensei que a minha tinha chegado, mas não.
A minha certeza foi cortada pela dor. Pelo desânimo. Pela falta de fé.

Passei a semana sonhando, literalmente sonhando.
Sonhei que sentia uma dor e ao chegar no médico, fui encaminhada para uma ultra de emergência.
E ao chegar lá, a moça me dizia que tinha uma "surpresinha" lá. Um bebê.

Um sonho não real.

Passei a semana sem dores físicas, sem sinal de menstruação. Senti enjoos que jamais tinha sentido. Quase vomitei por vários dias pela manhã.
E juro, que tentei ao máximo não me prender aos sintomas, ao psicológico.
Mas eu senti, de verdade, todos esses sintomas.

E o que mais me dói. Todas as vezes que meu marido disse "oi neném! Aqui é o papai!".
Me dói ao lembrar do meu marido colocando o ouvido na minha barriga pra ouvir o coração do bebê.
Todos os beijos na minha barriga. Carinhos. Assoprões no umbigo para mandar oxigênio pro bebê (uma brincadeira dele).

Eu estava sonhando que dia 08/01, terça-feira, eu iria dar de aniversário pro meu marido, a notícia de que ele seria pai.

Sei que posso estar sendo infantil. Sei que faz só 2 meses de tentativa. Mas me dá muito medo. Medo de não conseguir. Medo de passar toda a dor (dos cistos nos ovários) de novo.

Só sei que agora me sinto incapaz, impotente. E irei me sentir assim até eu conseguir ser mãe.

14 de dezembro de 2012

O PSICOLÓGICO DE UMA TENTANTE



O psicológico de uma tentante é algo difícil de se compreender.
Quase como um furacão. Como várias coisas em um liquidificador.
Uma mistureba de pensamentos, emoções e sintomas.

Ah, os sintomas! Você sente tudo (e um pouco mais!) que um grávida pode sentir.

Primeiro vem a fome. A fome arrasadora que faz você comer sem culpa achando que há um bebê ali que você tem que alimentar.

Enjoos e tonturas que faz você querer vomitar as tripas pra fora após o jantar (ou qualquer hora do dia).

Desejos de comer coisas absurdamente gostosas (ou estranhas). Do nada aquela vontade terrível de comer brigadeiro de panela, pipoca com leite condensado, ou um pacote de salgadinhos Fofura sabor churrasco.

E quilos. Sim! Quilogramas! Que você  não sabe ser pelo bebê ou pelo primeiro item da lista (a fome).

E o pior de tudo isso é o psicológico. Ao sentir todos esses sintomas ao decorrer de 28 dias do mês se cria um expectativa. Pior do que expectativa é criar-se sonhos. Desejos. Fantasias.

Imaginar como contar ao marido, como contar pra sua mãe. Criar uma forma legal de dizer a toda família. Pensar e tentar decidir se prefere menino ou menina, etc.

Cria-se uma vida ao redor daquela possível gravidez.
E quando a (não esperada) menstruação vem, tudo se acaba. A vida que foi criada ao redor daquele sonho se vai.

E você não sabe se chora. Se fica grata por ter um organismo totalmente regulado capaz de menstruar exatamente em um ciclo de 28 dias (blé!!), ou se chora, chora e chora.

E o pior de TUDO! Mesmo depois de vir a menstruação, você acha que ela veio diferente esse mês. E que talvez você esteja naquela pequena porcentagem de mulheres que tem um sangramento de escape no primeiro mês de gestação. E mais! Você ainda fica preocupada pois, se houve um sangramento de escape, algo pode estar acontecendo com o bebê!

Aí você se martiriza, achando que é louca, e que você não está GRÁVIDA!

Esse é o psicológico de uma tentante! LOUCO!

23 de novembro de 2012

PRÉ-GRÁVIDA



No post anterior, eu comentei que eu tinha até pena do meu marido de tanto que a gente conversou sobre planejar o bebê.

Mas ele me surpreendeu e me emocionou com a paciência e a participação dele na minha pré-gravidez.

Depois de analisar tudo tin-tin por tin-tin e decidirmos ter o bebê, começamos o planejamento.

E com meu marido, isso é:

  • Ver roupinhas e acessórios de neném em todos os sites existentes junto comigo (e ficar me perguntando: "o que é isso? onde usa isso? pra quê serve isso?")

  • Ficar até 2 horas da madrugada discutindo comigo qual será o nome do nosso bebê se nascer menina (o nome de menino já está decidido!)

  • E o que rendeu o título do post e o meu apelido de Pré-Grávida: Ficar beijando minha barriga pra beijar o pré-bebê que pode ou não estar lá.

Exatamente! Ele me trata como uma já grávida. Uma pré-grávida. Com direito a carinho na barriga e desejos.

Lembro de uma vez que estava com vontade de comer biscoito amanteigado de nata. Disse isso de noite, por acaso. Ao chegar do serviço no dia seguinte, eis que o bonitão me vem com um pacotão de biscoitinhos deliciosos. Eu toda feliz: "ah, amor. Que lindo. Porquê?", e ele: "ué! Você não estava com desejo?".

Acho essa participação especial. Fico feliz e emocionada em saber que ele quer o bebê tanto quanto eu.

A propósito, o nome do bebê macho menino tem um signifcado muito especial para nós (próximo post, tá?).

E vocês? Tem a participação especial do maridão?

20 de novembro de 2012

VISITA À SOGRA (CONTO REAL)

Na época de namoro, na primeira visita à casa da sogra, ofereci lavar a louça do almoço (detalhe: eu não imaginava que além de pratos, copos e talheres, eu teria que lavar panelas e etc).
Na pia. não tinha escorredor de pratos e ainda por cima tinha uma enorme pequena inclinação.

Fui lavando e ajeitando os pratos, talheres e panelas em cima da pia, no cantinho.

Quando fui lavar os copos, quase deixei um cair. Quase! Mas aí eu pensei: "Ufa, foi por pouco!" - (nisso, meu coração já estava à mil).

Minha sogra, querida sogra- me aconselhou à pôr os copos num pequeno escorredorzinho de copos (aqueles que você encaixa os copinhos), imagino que pra ocupar menos espaço na pia, já que eu ainda tinha que lavar as panelas! Pensei: "Isso vai dar M****, maaaas, já que a SOGRA tá mandando, vou obedecer!!".


PORQUÊ, MEU DEUS?

O escorredorzinho era de plástico, frágil e de encaixe. Coloquei 5 copos e pensei: "Cara, isso vai cair! Vou tirar da pia e colocar no balcão." (na cozinha da minha sogra tem um balcão largo. Como um passa-pratos).

PORQUÊ EU FIZ ISSO, DEUS???

Quando eu peguei pela alcinha do escorredor, senti que estava pesado e na mesma hora pensei: "Isso vai desmontar! Vou apoiar a mão embaixo!".  

SÓ QUE: A força da gravidade foi mais rápida que minha mão. E dos 5 copos que ali estavam, 4 QUEBRARAM!!!


Sendo que, o escorredor não caiu no chão. Mas com o nervoso e com a vontade de salvar os copos, eu pus a mão embaixo da base do escorredor e apoiei na parede. Assim, 2 copos cairam no chão, e 2 quebraram com o impacto da parede. E JUSTO NESSA HORA a minha sogra chegou na cozinha.


Fiquei igual a uma anta estátua apoiada na parede (porque se eu saísse de lá, o último copo ia quebrar). Minha sogra teve que pegar um tabuleiro (esses de bolo), pra por de baixo da minha mão, porque os cacos dos copos que quebraram com a parede estavam na base do escorredor, e se eu soltasse iam se esmigalhar no chão. E DETALHE: Eu estava escorada na parede e com lateral do corpo encostado no armário- justo o armário onde ela guardava o TABULEIRO.


Então imaginem a cena: Eu lá sem poder me mexer, cheia de caco de vidro pelas minhas mãos e braços, e minha sogra abaixada, se espremendo entre minhas pernas e outras partes pra pegar o tabuleiro.


Quando eu saí daquele sufoco com o armário, minha sogra, e o único copo sobrevivente, encontrei minha mãe com os olhos arregalados e a boca em um "O". Nisso, meu coração parecia uma escola de samba. Eu estava passando mal de nervoso. Morrendo de vergonha. E como se não bastasse, meu namorado chegou e começou a rir (estericamente) da minha cara.

Para não fazer feio, continuei lavando a louça (enquanto todos riam de mim- porque à essa altura, meu namorado já tinha contado pro resto da família que eu acabei com os copos da casa dele).

Minha sogra foi um amor! Disse que não tinha problema, me abraçou (eu tava quase chorando, juro!). Eu estava tão nervosa e envergonhada, que nem percebi que eu quase decepei meu dedo polegar e que ele estava sangrando.


ENFIM: Anos se passaram, eu noivei, casei, e AINDA sou motivo de piada na família.


É, ACONTECE!

17 de novembro de 2012

MULHER NASCEU PRA QUE MESMO?




Há quem diga que mulher nasceu pra ser mãe.
E há quem diga que mulher não nasceu pra depender de marido. E mais! Tem que ter uma boa faculdade, pra depois que os filhos crescerem ter um bom emprego e não ficar em casa frustrada como uma simples dona do lar.

E EU digo que cada um tem a sua prioridade. A minha é me dedicar inteiramente a criação dos meus filhos e só pensar em mim DEPOIS de ver meus filhos bem criados e com idade suficiente para se limpar sozinhos
.
Claro que isso inclui inúmeros fatores. Entre eles a condição financeira, relacionamento estável com marido e uma mente saudável.


Eu digo sim para todos esses fatores, mas nem todos ao meu redor tem a mesma opinião.
Essa tirinha diz bem o que acontece comigo.



Já ouvi todos os argumentos possíveis. Desde “o seu corpo nunca mais será o mesmo” até “maridos mudam! E se você ficar divorciada, sem emprego e com filho nas costas?”.

E vocês, o que já tiveram que ouvir?
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